Resenha de Livro: As Violetas de Março - Sarah Jio

3 comentário(s)
Título: As Violetas de Março
Título Original: The Violets of March
Autor: Sarah Jio
ISBN: 978-85-8163-222-3
Páginas: 304
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Preço: 29,90
Avaliação:




Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar. Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta. Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história. Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.

Um romance original, recheado de surpresas e originalidade


A escritora Emily Wilson tem aparentemente tudo na sua vida para ser uma grande exemplo de mulher moderna e bem sucedida. Seu último livro vendeu absurdamente bem e até foi adaptado para o cinema, seu marido, foi indicado como um dos homens não famosos mais bonitos dos Estados Unidos. Uma mulher não poderia querer mais não é mesmo?

Vivendo nesse mundo de sucesso, Emily enfrenta um baque quando seu marido pede o divórcio e a troca por uma outra mulher. Esse é o ápice para que ela abra os olhos e veja que a vida aparentemente perfeita estava sendo sustentada por frágeis sentimentos. 

Abalada e sentimentalmente destruída  Emily conta com a ajuda de sua melhor amiga Annabelle para tentar achar novamente um rumo em sua vida. Em meio a essa readaptação, ela acaba lembrando da sua tia Bee que tem uma casa em uma ilha onde ela passou várias boas férias. Uma visita parece ser uma boa oportunidade de descansar e pensar um pouco para poder voltar a encarar a vida. E assim, Emily acaba indo para a ilha de Bainbridge Island sem nem desconfiar que uma reviravolta está prestes a acontecer na sua vida, quando ao encontrar um antigo diário, segredos e mistérios da sua família acabam sendo revelados. 

Incrível. É isso que tenho a dizer sobre esse livro. Inicialmente temos uma história dramática e cheia de melosidades que pode afastar e entediar um pouco o leitor, mas isso é algo que dura apenas nos primeiros capítulos. Depois da chegada de Emily a ilha, as coisas começam a ficar no mínimo interessantes. Ao encontrar antigas paixões e conhecidos a trama fica cercada de mistério, por algum motivo Bee implica com algumas das amizades que sua sobrinha acaba por resgatar na ilha e deixa isso bem claro tentando afasta-la delas mas sem nenhuma explicação convincente. Quando Emily encontra o diário que foi escrito provavelmente por algum dos seus parentes as coisas acabam assumindo um grau de mistério indescritível. 

Nesse ponto da história acabamos tendo duas tramas acontecendo, a da história em si e os acontecimentos que ocorrem no diário. É lógico e previsível que as duas histórias acabam se chocando no final, dando sentido aos mistérios despertados desde o início da obra. 

Além viajar até a ilha para tentar se afastar da realidade em que se encontra, Emily vai em a procura de inspiração para a sua vida de escritora. Mesmo tendo escrito uma obra de grandioso sucesso, a personagem não se sente dentro da obra que escreveu, como se não tivesse posto quaisquer sentimentos ali. É de se imaginar que um novo amor possa trazer essa inspiração novamente não é mesmo? E é claro que a personagem irá se deparar com isso enquanto vaga pela ilha, um deles é uma velha paixão de férias e outro, apenas um antigo conhecido. Uma coisa deixo claro, é difícil escolher por qual torcer.

Como já dito, a narrativa da obra é simplesmente apaixonante e por vezes, viciante. Não vejo porque não indicar ou não lê-lo. Em um período de romances tão parecidos e sem muitas novidades  As Violetas de Março vem cheio de traços inéditos prontos para fisgarem os leitores, principalmente, os fãs do gênero. 


3 comentários:

Fernanda Souza disse...

Graças a Deus adoro um drama meloso e sei que vou amar esse livro. Está na lista para ser um dos próximos, agora acho que desenrolo minhas leituras.
Adorei a resenha Juan.

Beijos
www.leitoraincomum.com

Caique Fortunato disse...

Olá Juan, essa é a primeira resenha que leio de As Violetas de Março após ter lido o livro. O que muda é que agora que eu sei o que acontece fico querendo saber o que as pessoas acharam desse livro que achei incrível, emocionante, envolvente.......... Enfim, gostei da sua resenha o/ Concordo com vc, esse livro se diferencia por ter coisas inéditas e um pouco de suspense..

Abraços
www.entrepaginasdelivros.com/

António Jesus Batalha disse...

Blog encantador,gostei do que vi e li,e desde já lhe dou os parabéns,
também agradeço por partilhar o seu saber, se achar que merece a pena visitar o Peregrino E Servo,
também se achar que mereço e se o desejar faça parte dos meus amigos virtuais faça-o
de maneira a que possa encontrar o seu blog,irei seguir também o seu blog.
Deixo os meus cumprimentos, e muita paz.
Sou António Batalha.

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Manuseador da pena

Juan Silva, 16 anos, Carioca e Sagitariano. 3º ano e estudante do curso técnico de química. Não vivo sem bons livros, séries e filmes. De vez em quando, um café gelado sempre é bem vindo. {mais?}

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