Título Original: Shut Your Eyes Tight
Autor: John Verdon
ISBN: 978-85-8041-073-0
Páginas: 432
Ano: 2012
Editora: Arqueiro
Preço Sugerido: 29,90
Avaliação:
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David Gurney sempre foi viciado em resolver enigmas. Mesmo dois anos depois de ter trocado a carreira policial pela pacata vida no campo, sua mente investigativa não consegue resistir a uma boa charada. Foi assim com o caso do Assassino dos Números, um ano antes. Agora, a história se repete quando ele é convidado para trabalhar como consultor e ajudar a polícia a desvendar um instigante homicídio. Jillian Perry, uma jovem de 19 anos, foi morta de maneira brutal no dia do próprio casamento. Todas as pistas apontam para um misterioso jardineiro, só que nada mais na história se encaixa: o motivo, o lugar onde a arma do crime foi deixada e, principalmente, o modus operandi. A princípio, David reluta em aceitar o convite, preocupado em preservar seu casamento, já que sua esposa, Madeleine, é totalmente avessa ao seu envolvimento em qualquer assunto policial. Porém, recusar-se a participar da investigação seria ir contra sua essência e David acaba se convencendo de que não conseguirá dormir em paz enquanto o criminoso estiver à solta. Quando começa a entrevistar parentes e conhecidos de Jillian e a avançar no caso, fica claro que o assassino é não só mais inteligente e implacável do que ele esperava, como também destemido o suficiente para atacar seu ponto fraco. David terá que pensar além das evidências para desvendar o quebra-cabeça mais sinistro com que já se deparou.
Já fazia bastante tempo que eu não lia um livro policial
cheio de mesclas de mistério. Sou bastante fã desse tipo de livro e ler Feche
Bem os Olhos foi a oportunidade perfeita para me lançar nesse universo que
desperta múltiplas sensações nos leitores.
Feche bem os Olhos, obra do escritor americano John Verdon é
uma espécie de continuação do livro Eu sei o que Você Está Pensando,
protagonizada pelo detetive aposentado David Gurney, porém, não é necessário
que se acompanhe desde o início para entender o livro já que a continuação é
quase que totalmente independente do primeiro livro.
Na trama da história David Gurney, que se aposentou da carreira
policial e está morando no interior com sua mulher Madeleine. Um certo dia,
Gurney recebe uma ligação de um antigo colega de profissão o convidando para
dar uma pequena ajuda de fora em uma investigação no mínimo estranha. O caso ao
qual ele é convidado a participar é o centro dos acontecimentos do livro, uma
noiva no dia de seu casamento entrou na cabana do jardineiro para convida-lo
para o brinde nupcial. Como não voltou para a festa, seu noivo foi até a cabana
e encontrou a porta fechada. Depois de ser forçado a arrombar a porta se depara
com uma imagem aterrorizante, a mulher estava caída no chão com a cabeça
decepada. Depois disso, a noiva trucidada virou primeira página de vários
jornais e meses depois do acidente ainda não se tem nenhum sinal do provável
assassino, o jardineiro Hector Flores.
Mesmo estando aposentado Gurney acaba aceitando dar uma
ajuda no caso mas, essa ajuda acabou com que ele se envolvesse totalmente no
caso, encontrando pistas muito poderosas e fazendo as investigações avançarem
rapidamente. Fazer parte disso tudo deixou as coisas complicadas entre Gurnet e
Madeleine, que não gosta nada de ver seu marido deixando de estar no sossego do
campo para estar participando de uma investigação muito conturbada da polícia.
Existe um drama familiar na história, primeiro pelo fato já mencionado entre
Gurney e sua esposa e também pelo fato do detetive ter tido um filho que morreu
atropelado e que ele se culpa pelo acidente e seu filho de outro casamento ao
qual ele mal tem contato.
O livro tem um mistério muito envolvente, a trama começa na
busca por um simples assassino mas dá reviravoltas a todo momento e o que era
apenas um assassinato torna-se uma cena bem mais complexa.
Não me agradou o
fato de não ter muitas cenas de ação, ou seja, perseguições, tiros e mais
mortes, coisas que ficaram retidas somente ao final do livro. Entretanto, o mistério e empolgação durante
as descobertas do caso durante o livro compensam essa parte.
Sabe aqueles pequenos imãs de geladeiras, comuns na nossa infância, que tinham a forma de cachorrinhos? Como todo ímã, se você os colocasse de um determinado modo eles se atraíam e na posição contrária se repeliam. Nossa família era assim: quatro cachorros posicionados de modo que nos repelíamos e íamos para cada canto do apartamento. O mais longe possível uns dos outros.
Com todas essas qualidades não dá para não ler esse livro
sem sentir todas as sensações possíveis. Depois de ler esse livro, você vai
pensar duas vezes quando alguém lhe mandar fechar os olhos.

2 comentários:
Nossa, realmente me impressionou.Eu pensei que o livro iria ter mais mortes e sangue (Blood \O), mas pelo o que você disse desanimei total.
Mas eu gostei da resenha, achei o livro "bom" pela minha interpretação.
wwwflavynhasz.blogspot.com
Menino que esse pitaco final deixou uma curiosidade tremenda!
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