Resenha de Livro: Agridoce - Simone O. Marques

1 comentário(s)
Título: Agridoce
Título Original: -
Autor: Simone O Marques
ISBN: 978-85-65588-07-2
Páginas: 320
Ano: 2012
Editora: Modo
Preço: 29,90
Avaliação:


Anya é uma garota comum, estuda gastronomia e mora em Florianópolis. Certa noite, ao passear pela praia ela sente um aroma que a atrai terrivelmente, uma mistura de fragrâncias que mexe com todos os seus sentidos. Na noite seguinte ela se vê perseguida pelo mesmo aroma e descobre que ele vem do corpo de um belo banhista que sai do mar. Cedendo ao impulso, ela vai até ele. Surpreendendo-o, ela o lambe e encosta o nariz em sua pele. Atormentada pelo aroma, ela precisa experimentar… Anya então descobre o prazer de degustar o sangue doce, que a fazia pensar em frutas flambadas, temperadas com o sal da água… O sabor agridoce que a desperta para uma necessidade vital que fará parte de sua vida.

Uma história de vampiros com uma roupagem inovadora e extremamente viciante
 

Parece meio clichê começar a essa resenha dizendo que depois do fenômeno Crepúsculo, pipocaram as obras que tinham como personagens principais os famosos seres sugadores de sangue. Porém, é um fato que vale ser citado novamente já que muito provavelmente se não fosse por intervenção de Stephanie Mayer no mundo da literatura os vampiros continuariam restritos a poucas obras.


A medida que livros com essa roupagem foram surgindo a mesmice das tramas acabou vindo junto, trazendo obras de conteúdo parecido até demais. Agridoce parecia ser uma dessas obras e acabei tendo muito receio em iniciar a leitura da obra. Felizmente, não foi esse o senário que me deparei ao iniciar a leitura. 

O livro traz a história de Anya, uma garota aparentemente normal que é estudante de gastronomia. Em um determinado dia a garota se sente atraída até a praia onde começa a sentir um cheiro extremamente bom e convidativo, algo com um aroma agridoce. Anya percebe que o cheiro vem de um homem que está saindo da água e com um desejo compulsivo acaba indo ao seu encontro e o abraçando, beijando e por último, o mordendo, que não é a pior parte já que além de morder ela sugou seu sangue. 

Após esse incidente Anya desmaia e não lembra do incidente a qual acabou se envolvendo. Edgar, seu pai e Ivan, seu tio acabam ajudando-a a se recuperar e logo confirmam o que tanto temiam, Anya herdou algo mais de sua mãe do que apenas semelhanças físicas, herdou o gene do vampirismo. Aos poucos vão tentando apresentar esse novo mundo a Anya que resiste muito no início mas acaba aceitando aos poucos tudo que está acontecendo.

Na narrativa existe mais do que vampiros, na verdade, essas criaturas obedecem a uma hierarquia de sobrevivência. O escravo, que é o responsável por alimentar o vampiro até o fim da sua existência. Ele possui uma capacidade de cicatrização muito superior a de um ser humano comum e a produção de sangue também é maior. O antagonista é despertado em uma pessoa qualquer quando o vampiro é despertado e tem como função matar o vampiro a qual é designado. O mensageiro, é o responsável por despertar o vampiro, como o homem que Anya acabou mordendo na praia. E por último o tutor, que tem como objetivo educar por meio de estudos e informações o vampiro recém despertado. 

Toda a história se passa no Brasil, mais exatamente em Florianópolis. É constante o ritmo frenético de ação e aventura, assim como cenas de romance que não chegam em momento algum a ser doce exageradamente, muito pelo contrário, você leitor deve esperar dessa obra mais sangue do que açúcar. Isso mesmo, os vampiros de Agridoce não são do tipo que brilham e sim, do tipo que aparece cheio de sangue pelo corpo e com um desejo de muito mais. 

Não esperava gostar tanto dessa obra. Ao começar a ler não acreditei no quanto estava envolvido com a ambientação e com os personagens. A narrativa é incrivelmente bem elaborada e as descrições muito bem feitas. Depois de ler  Marina e os Tesouros da Terra do Dana, também escrito por Simone O. Marques, fiquei um pouco insatisfeito com o livro, porém, o que a autora ficou devendo nesse compensou em Agridoce me tornando fã incondicional. 

Comecei a resenha com um clichê e terminarei com algo que já disse em outra resenha. Em tempos de valorização da literatura brasileira, não há arma melhor para essa conquista do que obras como esta nas prateleiras das livrarias. Agridoce é certamente uma das melhores aquisições literárias nacional que o leitor pode fazer. 

1 comentários:

Tamires disse...

Primeiro adorei saber que se passa no Brasil! *-*
Bom.. vampiros... bem clichê, o que já acaba cansando, ainda mais agora que estou procurando por outros temas de leituras e cada dia esta mais dificil! haha
Mas gostei da sua resenha, me encanou! Vou ter que colocar na minha lista de leitura deste ano! *-*

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Manuseador da pena

Juan Silva, 16 anos, Carioca e Sagitariano. 3º ano e estudante do curso técnico de química. Não vivo sem bons livros, séries e filmes. De vez em quando, um café gelado sempre é bem vindo. {mais?}

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